Luiza Bandeira

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Bailarina,coreógrafa,personal training. Criadora do material didático para bailarinos e professores ( Apostilas de Ballet) Premiada em vários Festivais como bailarina e coreógrafa. Luiza Bandeira também atua dando workshops em festivais e como jurada. Formada em pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, Ed. fisica (Faculdade Plinio Leite), Históra de Dança e da artes, terminologia do Ballet entre outros. Atualmente vive em Mar del Plata Argentina expandindo seu trabalho como professora de ballet clássico, contemporâneo,jazz, alongamento y flexibilidade. Na área fitness atua com classes de Gap,combat, spinner,musculação.também praticante de Artes Marcias Capoeira,  jiu-jitsu e muay thai. Luiza Bandeira dedica seu maior tempo ao estudo do corpo e do movimento aperfeiçoando cada dia mais sua tácnica e seu trabalho.

sábado, 26 de setembro de 2009

La Fille Mal Gardeé


Coreografia: Jean Dauberval

Música: Diversos autores desconhecidos, com músicas populares. Posteriormente,
Ferdinand J. Herold e Peter Ludwig Hertel (versões russas)

Estréia Mundial: 1789, em Bordeaux e Paris.

O ballet se passa numa fazenda na França, e conta o romance de Lise, filha da viúva fazendeira Simone,
e Colas, um camponês da região. Simone planeja casar a filha com Alain, um rapaz um pouco bobo mas filho
de um grande proprietário, Thomas. Por isso, Colas e Lise vivem se encontrando às escondidas, e quando não conseguem encontrar-se, deixam um laço de fita nos locais combinados para um saber que o outro esteve lá.

Thomas e Alain combinam uma visita à fazenda de Simone para oficializar o compromisso entre os jovens, e no dia, Simone manda Lise usar seu melhor vestido para impressionar os convidados. Lise obedece irritada, e fica mais nervosa ainda com a ridícula aparição de Alain com seu guarda-chuva. Os quatro partem para o campo para celebrar as colheitas, junto com os camponeses. Lise fica aliviada porque sabe que lá poderá encontrar Colas. Durante as festas, os camponeses ajudam o casal distraindo Alain, e Simone nada percebe por que está muito distraída com a corte que Thomas lhe faz. Enquanto isso, todos se divertem muito, e Lise e Colas declaram o grande amor que os une.
Uma grande tempestade põe fim à festa. O casal foge para se proteger, e Simone chega em casa irritada, com as roupas molhadas, mas continua preparando o casamento da filha. Ao sair novamente, Simone tranca Lise em casa, para que ela não fuja novamente, mas Colas, que havia chegado escondido em meio aos camponeses, consegue entrar em casa. Os jovens trocam os lenços que usam no pescoço, para expressar seu amor, mas Lise escuta os passos de sua mãe, e tenta esconder Colas no armário, embaixo da mesa e, por fim, em seu quarto. Simone chega e percebe o lenço em Lise, mandando-a de castigo para seu quarto, onde deveria esperar por Thomas e Alain. Pai e filho chegam acompanhados de um juiz e um escrivão, para que o contrato de casamento fosse assinado. Feito o acordo, Simone entrega a chave do quarto de Lise a Alain, para que ele busque a moça para a cerimônia. Para a surpresa de todos, quando Alain abre a porta Lise está abraçada com Colas. Furioso, Thomas rasga o contrato de casamento. Simone também fica furiosa, mas acaba convencida do amor dos jovens, permitindo que eles se casem. Os camponeses organizam uma grande festa, e Alain, indiferente a tudo que está acontecendo, apenas volta para buscar seu guarda-chuva, pouco preocupado por ter perdido a noiva.

Nascido no berço da Revolução Francesa, La Fille Mal Gardée, mostra claramente em seu enredo os ideais burgueses que foram estabelecidos desde então. Para começar, Colas é um típico representante da classe dos Sans-culottes (camponeses), e Lise é uma burguesa com toda a convicção (não no sentido que conhecemos hoje). O amor vence no final, permitindo que as duas classes se unam, como na revolução. A obra estreou apenas 13 dias antes da queda da bastilha, à título de curiosidade. E, assim como os ideais de "liberdade, igualdade e fraternidade", prosperou até hoje. Além de ser revolucionário no ponto de vista histórico, La Fille Mal Gardée inovou, lançando um enredo com personagens reais e não ninfas, fadas e deuses, como nos ballets antigos. É o mais antigo dos ballets de repertório conhecidos até hoje.