Luiza Bandeira

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Bailarina,coreógrafa,personal training. Criadora do material didático para bailarinos e professores ( Apostilas de Ballet) Premiada em vários Festivais como bailarina e coreógrafa. Luiza Bandeira também atua dando workshops em festivais e como jurada. Formada em pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, Ed. fisica (Faculdade Plinio Leite), Históra de Dança e da artes, terminologia do Ballet entre outros. Atualmente vive em Mar del Plata Argentina expandindo seu trabalho como professora de ballet clássico, contemporâneo,jazz, alongamento y flexibilidade. Na área fitness atua com classes de Gap,combat, spinner,musculação.também praticante de Artes Marcias Capoeira,  jiu-jitsu e muay thai. Luiza Bandeira dedica seu maior tempo ao estudo do corpo e do movimento aperfeiçoando cada dia mais sua tácnica e seu trabalho.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Promoção de Férias

Criamos programas específicos para sua escola de dança.contatos : luizabailarina@yahoo.com.br



Material Didático
Preço
Programa de Aula Preliminar I / II (51 páginas)


R$ 60,00


Programa de Aula 1º ao 3º ano (101 páginas)


R$ 140,00


Programa de Aula 4º ano (80 páginas)


R$ 80,00


Programa de Aula 5º ano (76 páginas)


R$ 100,00


Programa de Aula 6º ao 8º ano (105 páginas)


R$ 180,00


Curso Básico de Terminologia do Ballet Clássico (45 páginas)


R$ 15,00 (atacado)


História da Dança – Da pré-história ao Sec. XXI(106 páginas)


R$ 140,00


Questionário História da Dança


R$ 50,00


CD's para aula de ballet


R$ 10,00


DVD- dicionário de ballet – (4 horas de duração)


R$ 65,00

terça-feira, 21 de junho de 2011

New York City Ballet


New York City Ballet surgiu a idéia de Lincoln Kirstein . Ele imaginou um ballet americano, onde jovens dançarinos nativos podem ser treinados e educados sob a orientação dos maiores do mundo mestres de ballet para executar um repertório novo e moderno, em vez de depender de grupos em turnê de artistas importados desempenho para o público americano.

Iniciar
Quando se encontrou com George Balanchine , em Londres, em 1933, Kirstein sabia que ele tinha encontrado a pessoa certa para o seu sonho. Treinamento Balanchine jazia na tradição do balé russo grande, ele ingressou na Escola Imperial de Ballet de São Petersburgo em 10 anos de idade e formou-se em 17. Também um estudante no Conservatório de Música de Petrogrado durante este tempo, estudou piano e composição. Com seus estudos por trás dele e apenas 20 anos, Balanchine deixou a União Soviética recém-criado para o Ocidente. Pouco tempo depois, Sergei Diaghilev convidou o coreógrafo jovens para participar de sua Monte Carlo Russes baseado Ballets. O ano era 1924. Em 1933, aceitou o convite de Balanchine Kirstein está por vir para a América para começar a escola que era para servir de incubadora de sua ballet americano.

Luta
Anos seguintes, porém, não foram sem incidentes e frustrações. Primeira apresentação da escola foi adiada devido à chuva, e da turnê inicial do recém-formado American Ballet encontrou um fim prematuro, com o colapso simultânea de ambos gerente e seu tesouro. Um período de três anos no Metropolitan Opera como a sua companhia de balé oficial terminou em desavenças. Várias companhias de balé foram criados e dissolvidos. Esforços cessaram temporariamente durante a Segunda Guerra Mundial - Kirstein serviu no Exército, enquanto Balanchine foi para o Ballet Russe de Monte Carlo como coreógrafo. Durante este período, apenas a existência da Escola deu qualquer indicação de que o sonho do ballet Kirstein americano ainda estava vivo. Foi a devoção incansável desses dois homens em face de probabilidades esmagadoras de que, aparentemente, foi finalmente capaz de chamar a New York City Ballet fora do fogo.

Um Sonho Realizado
Depois da guerra, Kirstein e Balanchine formado Ballet Society e apresentou sua nova empresa no Centro de Nova York City de Música e Drama. Morton Baum, então presidente de Finanças City Center do Comitê, ficou impressionado com a qualidade do que ele tinha visto em uma das performances e se aproximou Kirstein com a sugestão de que ele transformar o conjunto em um New York City Ballet. Kirstein, com o seu sonho em vista, fez uma promessa Baum - que, em troca de sua fé, ele daria New York City a melhor companhia de balé nos Estados Unidos dentro de três anos.

Sucesso
E, como eles dizem, o resto é história. Em 1948, Balanchine convidou o 30-year-old Jerome Robbins para se juntar à empresa nascente como diretor artístico adjunto. Depois de realizar no Centro da Cidade de Música e Drama, a Companhia realiza agora por 23 semanas do ano na magnífica $ 30 milhões, Philip Johnson-concebida New York State Theater (agora o David H. Koch Theater), construído pela Prefeitura e Estado de Nova York. New York City Ballet abriu o teatro em 24 de abril de 1964, e desde então tem sido a sua companhia de ballet residente. O Saratoga Performing Arts Center tem sido o lar New York City Ballet de verão permanente anual desde 1966.

Entre mais de dois compromissos pontuação internacional, o New York City Ballet tem feito inúmeras aparições nas capitais da Europa. A Companhia também apareceu na Austrália, Brasil, Japão, Sicília, Coréia do Sul e Taiwan e fez três viagens históricas para a Rússia, bem como visitas a muitas das principais cidades dos Estados Unidos e Canadá.

Hoje
Atualmente, a Companhia tem cerca de 90 dançarinos, tornando-o o maior organização de dança nos Estados Unidos. Tem um repertório ativo de mais de 150 obras, principalmente coreografia de Balanchine, Robbins e Martins Pedro . A School of American Ballet, a escola oficial do New York City Ballet, está prosperando em sua espaçosa casa em B. O Samuel & David Rose Building at Lincoln Center, com uma matrícula de mais de 350 dançarinos ambiciosos de quase todos os estados da nação e em torno de o mundo. Após a morte de Balanchine em 1983, Robbins e Martins dividiu o título de Master Chief Ballet em supervisionar o bom funcionamento do New York City Ballet. Desde 1990, Martins teve responsabilidade exclusiva para as operações da Companhia.

George Balanchine e Lincoln Kirstein moldaram a história da dança do século 20. Sob a direção de Peter Martins, New York City Ballet permanece dedicada à preservação dos ideais de Balanchine.

American Ballet Theatre


American Ballet Theatre é reconhecido como um dos grandes companhias de dança do mundo. Poucas companhias de balé igual ABT pela sua combinação de tamanho, alcance e extensão. Reconhecida como um tesouro vivo nacional desde a sua fundação em 1940, ABT anualmente turnês nos Estados Unidos, realizando mais de 600.000 pessoas, e é a única grande instituição cultural a fazê-lo. Ele também fez mais de 15 turnês internacionais e 42 países como, talvez, a companhia de ballet mais representativas americano e foi patrocinado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em muitos desses compromissos.

Quando American Ballet Theatre foi lançado em 1939, o objetivo era desenvolver um repertório dos melhores balés do passado e para incentivar a criação de novas obras de talentosos jovens coreógrafos, onde quer que pode ser encontrado. Sob a direção de Lucia Chase e Oliver Smith 1940-1980, a Companhia mais do que cumpriu esse objectivo. O repertório, talvez sem paralelo na história do ballet, inclui todos os grandes ballets de longa-metragem do século XIX, como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida e Giselle, os melhores trabalhos do início deste século, tais como Apollo , Les Sylphides, Jardin aux Lilas e Rodeo, e aclamado obras contemporâneas, tais como Ares, Push Comes to Shove e Duets. Na aquisição de tais repertório extraordinário, ABT encomendou obras de todos os grandes gênios coreográfica do século 20: George Balanchine, Antony Tudor, Jerome Robbins, Agnes de Mille e Twyla Tharp, entre outros.

Em 1980, Mikhail Baryshnikov se tornou diretor artístico do American Ballet Theatre, sucedendo Lucia Chase e Oliver Smith. Sob sua liderança, numerosos ballets clássicos foram encenados, remontou e remodelado, ea Companhia experimentou um fortalecimento e refinamento da tradição clássica. Em 1990, Jane Hermann e Oliver Smith conseguiu o Sr. Baryshnikov e imediatamente estabeleceu uma agenda que foi dedicada a manter as grandes tradições do passado, enquanto agressivamente um futuro vital e inovadora.

De acordo com o compromisso da Companhia de longa data para trazer o melhor da dança para o maior público internacional, ABT tem apreciado recentemente sucessos triunfante com compromissos em Tóquio, Londres, Paris, Madrid, Buenos Aires, Cidade do México, Palermo, Itália, e em Atenas e Salónica, Grécia.

No Outono de 2000, American Ballet Theatre fez a sua primeira visita à China, aparecendo em Xangai e Hong Kong. A Companhia também apareceu em Taipei e Cingapura, pela primeira vez. Ao longo dos seus 60 anos de história, a Companhia já apareceu em um total de 126 cidades em 42 países. ABT também tem aparecido em todos os 50 estados dos Estados Unidos.

Em Outubro de 1992, o ex-American Ballet Theatre Principal Dancer Kevin McKenzie foi nomeado Director Artístico. Mr. McKenzie, firme em sua visão da ABT como "americano", está comprometida em manter vasto repertório da Companhia, e para trazer a magia da dança-teatro para as grandes etapas do mundo.

Ballet Bolshoi



O Ballet Bolshoi é a Companhia do Grande Teatro Acadêmico para Ópera e Ballet de Moscou. Sua origem se deu em 1773 quando um grupo de bailarinos, meninos e meninas carentes, e outros cidadãos servos, foi formado através de aulas realizadas em um orfanato de Moscou, porém a capital da URSS ainda era Leningrado. A partir de 1776 esse grupo passou a integrar a companhia do Teatro Petrovski, um local construído para abriga-los. Porém a construção da época era muito frágil e não resistente a incêndios, motivo pelo qual em 1805 o prédio foi destruído e de 1805 a 1825 o Teatro Arbat, o novo Teatro Imperial, foi local de apresentações desta companhia, até que em 1824 foi construído um novo prédio, no mesmo local do antigo teatro incendiado, e onde fica a sede atual do Teatro Bolshoi, tombada pela Organização das Nações Unidas, como Patrimônio Arquitetônico e Cultural da Humanidade. Em 18 de janeiro de 1825, com sua arquitetura Clássica e suntuosa foi inaugurado com o nome de “Grande Teatro Petrovski”. Com o movimento nacionalista do balé russo abandona-se a herança do balé francês com sua mitologias e começa a se valorizar a literatura e os costumes russos na criação de novas composições coreográficas. Este movimento não pôde impedir a influências de coreógrafos como Petipa.


Até a Revolução Russa de 1917, a companhia de dança do Teatro Marriinski, que após esta revolução passou a se denominar Ballet Kirov, era a mais importante no cenário da dança russa acadêmica, porém o Ballet Bolshoi habitualmente recebia as grandes estrelas da dança, reproduzindo ainda os balés do consagrado Petipa, desta forma ganhando maior notoriedade pública.

No início do século XX, dirigido por A. Gorski (1878 a 1924), o Bolshoi buscava se libertar da constante presença de Petipa em seus repertórios, desejava uma nova identidade. Com a capital do país saindo de Leningrado e vindo para Moscou a companhia começa a receber maior incentivo do governo, podendo investir em seus talentos e pagar por aqueles formados pela Escola do Ballet Kirov, que neste século passa ter o mérito de formadora técnica e estilo impecável, enquanto que o Bolshoi fica famoso pela projeção de grandes estrelas, dando vitalidade ao balé russo. Naturalmente esta diferença de trabalho gerou uma rivalidade entre as duas companhias, porém ambas possuem seus méritos. Muitos dos artistas do Bolshoi são formados na escola do Kirov.

Hoje o Bolshoi possui um grande naipe de profissionais, como: bailarinos, mímicos, cantores e músicos adultos e infantis. E anualmente produz em média de quatro espetáculos por mês, entre balés e óperas.

No Brasil foi aberta uma Escola do Teatro Bolshoi em Joinville, Santa Catarina, com a proposta de formar artistas cidadãos, promovendo e difundindo a arte-educação. Esta escola pretende trabalhar nos mesmo ideais sociais que deu origem a Escola Coreográfica de Moscou, em 1773, proporcionando o desenvolvimento cultural às crianças da camada mais carente da nossa sociedade. A escola conta com a colaboração dos Amigos do Bolshoi permitindo que muitos alunos recebam bolsa de estudo, desta forma saindo do estado de opressão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FARO, Antônio José, SAMPAIO, Luiz Paulo. Dicionário de Ballet e Dança. Rio de Janeiro: Zahar, 1989.
PORTINARI, Maribel. História da dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.

http://www.escolabolshoi.com.br/

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Apostila básica da terminologia do Ballet


Entendendo a terminologia

Para dançarmos é preciso muito mais que armazenar uma montoeira de passos em nossas mentes e executá-los exaustivamente até não agüentarmos mais. É preciso conhecer a funcionalidade de cada um para evitarmos lesões futuras ou até mesmo ter que para de dançar.

Muitos professores entram em sala de aula e derramam sobre seus alunos toneladas de exercícios dos quais eles próprios nem sabem para o que serve, deixando alunos talentosos frustrados porque acabam sendo incapazes de executar movimentos que seus corpos ainda não estavam prontos para realizar.

·
O bailarino e a barra

A barra é um dos pontos mais importantes na vida de um bailarino, um exercício mau feito na barra pode causar sérios problemas na execução de passos no centro da sala ou do palco.

Para começarmos a falar de terminologia é preciso aprender a nos colocar na barra, Ao posarmos nossas mãos na barra não devemos esquecer que ela é um instrumento para se chegar ao equilíbrio, por isso devemos ter a consciência da colocação do nosso corpo, não se pendurando na barra. Quanto mais bem colocados, mais aproveitamento muscular terá, e quanto melhor for à execução de cada exercício, mais força, elasticidade, agilidade e saúde ele terá.

Terminologia dos passos

· Demi-plié: (meia dobra) - meia flexão das pernas, cada vez que o joelho dobra, deve-se tentar ir o mais fundo possível sem retirar os calcanhares do chão e empurrar o joelhos para trás para que estejam alinhados as pontas dos dedos dos pés.

· Grand-plié: (grande dobra) - é uma flexão total das pernas que se obtém com uma grande flexão dos joelhos, levando a retirada dos calcanhares do chão.

Começa-se com um demi-plié e gradativamente quando os tendões estiverem alongados em seu máximo, é feita à liberação dos calcanhares. Dando a maior importância na distribuição do peso do corpo em ambas as pernas para facilitar a abertura do en dehors, que deve ser feita a partir dos quadris e interior das coxas, mantendo os joelhos sempre alinhados com as pontas dos dedos dos pés.

Pliés mal feitos podem afetar seriamente a saúde dos joelhos, causando sérios problemas na carreira de uma bailarina (o).


Battements

Batidas-A melhor tradução para os battements seria: “batimentos compassados da perna e do pé”. Mas basicamente a palavra battements, no ballet deve ser explicada com “extensão da perna e do pé e seu retorno à posição inicial”.

Battements Tendu: (batimento esticado) - é a base de toda a técnica, pois faz trabalhar os músculos e ligamentos da perna. No degagé a tensão dos músculos da perna deve ser completa, isto é, da coxa à panturrilha (barriga da perna) e ao peito do pé até chegar à ponta dos dedos. Quando a perna volta à posição inicial é absolutamente necessário relaxar a tensão destes músculos. A perna deve ir ao degagé indo o mais longe possivel sem alterar a posição dos quadris.

Battements jeté (glissé): (batimentos jogado/ (escorregado) - são iguais ao tendu simples, sendo que a perna que trabalha em vez de fazer o degagé no chão, levanta-se a uma altura aproximada de 6 a 10cm do chão cada vez e retorna a posição inicial. Deve-se arrastar fortemente o pé no chão cada vez cada vez que a perna sai, havendo portanto um melhor trabalho do pé, o qual deve ser esticado ao máximo, é um movimento preciso e seco.

Battement pour la batterie: (batimento para bateria)-batterie designação da escola francesa para passos batidos em série. Exercícios que preparam a musculatura e a movimentação para passos de bateria ou batidos, as pernas trocam de lugar o nº de vezes que é exigido.

Battement fondu: (batimento fundido) - é um exercício no qual as duas pernas dobram e esticam ao mesmo tempo, sendo que a perna do chão sustenta o peso do corpo ( base) e a outra flexiona na altura do cou de pied e estica devant (na frente), a la seconde(ao lado) e derrière(atrás)- em degagé a terre(no chão) ou en l’air( no ar) a 45° ou 90°.

O fondu é à base do desenvolvimento do ballon.

Battement soutenu: (batimento sustentada)-partindo da 1ª ou 5ª posição, demi-plié faz-se um degagé fondu numa das 3 direções e fecha-se em 5ª posição sobre a meia ponta ou ponta, sustentando por um determinado tempo e em seguida voltando à posição inicial.

O battement soutenu pode ser feito devant, a la seconde, derrière, dessous, dessus, en tournant en dedans ou en dehors (girando para dentro ou para fora em relação à perna de base).

· Battement frappé: (batimento batido) - exercício muito importante para o trabalho dos pés, das pontas e para adquirir movimentos rápidos e precisos. Da rapidez as pernas e agilidade aos pés. Começando sempre com uma preparação onde é feito um degagé a la seconde. A perna do degagé vem numa linha reta até o cou de pied condicional (amarrado) e abre a frente, idem ao lado e em cou de pied derrière encostar somente o calcanhar no tornozelo do pé de base e estica ao

lado num movimento seco e preciso. Neste movimento sai arrastando a ponta do pé pelo chão até esticar totalmente a perna e voltar à posição inicial.

Existem vários tipos de frappés, a saber:

Doublé battement frappé: é o mesmo principio do battement frappé simples narrado acima, com a diferença de batter duas vezes sobre o tornozelo de base

(frente e trás ou vice-versa), antes de abrir.

Triplo
En l’air
Par terre

Battement sur lê cou de pied ou serre: (batimento cortado/serrado)-exercício para dar liberdade à articulação dos joelhos. Ao começar, um dos pés está no cou de pied condicional na perna de base. Abre-se ligeiramente ao lado sem chegar a esticar o joelho, torna a voltar ao cou de pied derrière, e assim sucessivamente. A parte superior da coxa, do joelho aos quadris não deve se mexer e sim permanecer firme e imóvel, bem virada en dehors.Ao aumentar a velocidade do movimento, a abertura da perna ao lado se torna menor, apenas o necessário para passar o pé da frente para trás ou vice-versa.

Battement battu: começa-se com uma perna no cou de pied devant e executa-se uma série de batidas rápidas, sobre o calcanhar da perna de base, ou ainda derrière. As batidas devem ser feitas com as pontas dos dedos no devant e com o calcanhar no derrière. Este movimento é quase sempre executado na meia ponta ou ponta, e é um exercício para alunas adiantadas, não devendo ser dado para principiantes.

Grand battement: (grande batimento) - exercício que tem o mesmo principio do battement tendu, porém a perna continua o movimento e se eleva a uma altura de 90° ou mais. O importante na execução desse movimento é a facilidade e leveza que a perna deve ter ao subir, sem mexer o resto do corpo, mantendo os quadris alinhados e as pernas sustentadas principalmente na descida onde a perna retornará a posição inicial.

Grand battement jeté fermé: ( grande batimento jogado fechado)- é um exercício que atira-se a perna à 90° ou mais e fecha-se na posição inicial ( 5ª posiçao devant, a la seconde ou derrière)

Grand-battement jeté pointé: (grande batimento jogado ponta) - sai de 5ª ou 1ª posição faz-se um grand battement e ao invés de fechar como no fermé toca-se o chão com a ponta dos dedos e eleva-se novamente para o grand battement numa determinada quantidade estipulado pelo professor.

Grand battement raccourci: (grande batimento recolhido) - o mesmo que o grand battement só que ao chegar a uma determinada altura ( 90°) a perna é recolhida fazendo um retiré e voltando para o ar até retornar a posição inicial.

Grand battement developpé: (grande batimento desenvolvido)-na 5ª posição, faz-se um retire e desenvolve a perna en l’air em qualquer uma das direções.

Grand battement cloche: (grande batimento de sino)-como um pêndulo a perna trabalha devant e derrière sempre passando pela primeira posição com movimentos continuos.

Grand battement balançoire: ( grande batimento balançado)- como no grand battement cloche, só que com a diferença que a bailarina vai tentar atingi a altura máxima das pernas e com um leve deslocamento do tronco para frente e para trás.

Grand battement foutté: (grande batimento chicoteado) - A perna é levada até um grand battement devant, virando rapidamente o corpo para a la seconde e terminando em derrière e ao contrário partindo do grand battement derrière chamamos de Rotation.

Grand battement en rond: (grande batimento em círculo) - saindo do degagé en l’air ou do developpé, a perna executa um movimento cirular que sai de devant passando para a la seconde e terminando em derrière ou vice-vesrsa. Podendo ser demi-rond, que nesse caso será executado apenas ¼ do movimento.

Grand battement tombée: (grande batimento queda/caido) - começa-se com elevé ou relevé ou mesmo em pied plat e cai sobre a perna da frente, do lado ou atrás em degagé fondu par terre ou en l’air.

Rond de jambe

Voltas ou círculos da perna. Os ronds de jambe são usados como exercícios na barra, no centro e em adágio e são feitos par terre, en l’air, sauté e relevé. Todos são feitos en dehors e en dedans.

Rond de jambe par terre: (volta da perna pelo chão)-exercício no qual a perna deve fazer movimentos em círculos pelo chão. Ambas as pernas devem estar bem esticadas. A perna parte de um determinado ponto, podendo começar a la second, devant ou derrière e faz uma votla completa sem tirar a ponta dos dedos do chão, cuidando sempre do alinhamento dos quadris para que os mesmos não se movam durante a execução do movimento, podendo ser en dehors e en dedans.

Rond de jambe en l’air: (volta da perna pelo ar)-exercício no qual a perna deve fazer movimentos em círculos pelo ar, o rond de jambe en l’air além de exigir uma total independência da coxa em relação ao quadril, exige também total independêcia da parte da perna que vai do joelho até a ponta do dedo do pé, que deve fazer movimento semi-circulante, sem mexer a coxa. Os ronds são en dehors e en dedans.

Ainda podemos citar:

· Grand e demi-rond em l’air: é o mesmo rond só que executado fora do chão indo de devant para a la seconde e derrière ou vice-versa.

· Rond de jambe fondu: o mesmo que rond de jambe par terre, en l’air, entretanto é feito com fondu, ou seja, com a perna de base flexionada (dobrada).

· Rond de jambe jeté: também feito en dehors e en dedans, só que a perna sai de um demi-attitude e leva ao écarté, seu ponto mais alto é a la second e retorna ao poité, seja devant ou derrière.

· Souplesse: (Flexibilidade) associamos o souplesse ao cambré , movimento que a bailarina faz dobrando o corpo a partir da cintura, indo para frente, para trás e para os lados, a cabeça acompanhado o movimento.

Sauté: (saltado) em todos os saltos após ter atingido o ponto mais alto do salto, a ponta dos pés devem tocar primeiro o chão seguida da sola do pé e por último os calcanhares. Já na saída do salto este processo se torna inverso.

Lembrando que o plié é essencial para execução de um bom salto, tanto no inicio do movimento quanto no término, preservando assim as articulações do joelho.

Changements de pied: (troca de pés) o termo é geralmente abreviado para chagements. São passos saltitantes na 5ª posição trocando os pés no ar e descendo na 5ª posição com o pé oposto na frente. Os changements são feitos petit e grand.

Soubresaut: (sobressalto) - um salto de 5ª posição onde não a troca de pés. Quando o corpo está no ar os joelho e as ponta bem esticados o pé da frente deve esconder o pé de trás. Caindo simultaneamente com os dois pés na quinta posição com o mesmo pé na frente quando se iniciou o salto. Soubresaut, também é feito en avant, en arrière, de cote, croisé e effacé, podendo ser feito, mas pontas e meia ponta.

Échappé: (escapar) - o échappé é uma abertura no mesmo nível de ambos os pés de uma posição fechada para uma aberta. Há duas espécies de échappés: échappé sauté, que é feito com um pulo de 5ª posição e termina em demi-plié na posição aberta podendo ser na 2ª ou 4ª posição. E o échappé sur lês pointes ou demi-pointe que é feito com um relevé, onde a bailarina arrasta as duas pernas da 5ª posição e abre na 2ª ou 4ª em meia ponta ou ponta mantendo os joelhos esticados.

Glissade: (deslizar) - um passo de deslocamento e de ligação, executado escorregando o pé em movimento da 5ª posição na direção desejada e o outro fechando junto a ele. Os glissades são feitos com e sem troca de pés começam no plié e termina no plié. Existem vários tipos de glissades: devant, derrière, en avant, en arrière, dessous, dessus, sur lês pointes e demi-pointes. Há diferença entre eles depende das posições de partida e de encerramento assim como a direção.

· Chassé: caçado, perseguido. Um passo no qual um pé lateralmente persegue o outro para fora da posição. O chassé é feito para frente e para trás tanto em croisé como em effacé. No método cecchetti um chassé é escorregão para uma posição aberta e acaba em demi-plié. Esse movimento pode ser executado em todas as direções, fazendo ao todo 7 chassé: 1. quarta effacé en avant; 2. quarta croisé en avant; 3. seconde; 4. quarta effacé en arrière; 5. croisé en arrière; 6. passe en avant; 7. passe en arrière. No processo de execução vamos exemplificar com um chassé en avant:

chassé para frente. Quinta posição pé direito para frente. Demi-plié temps levé , escorrega o pé direito para a 4ª posição na frente, à terre com o peso sobre o pé direito, a perna esquerda então é esticada e fechada na 5ª posição.


Temps levé: (tempo levantado) - é um salto dado sobre um pé e pode ser feito em qualquer posição. A bailarina sai do chão com a ponta dos pés totalmente esticada, usando toda a extensão muscular para realizar o salto, ficando está ponta para baixo e a outra estendida após o demi-plié. O temps levé pode ser feito em: sur le cou de pied, devant, derrière, en arabesque, en attitude, à la quatrième devant, em tounant,..... No método cecchetti também é chamado de temps levé o salto de 5ª posição levantando o pé sur le cou de pied; e nas escolas francesa e russa, o movimento recebe o nome de sissone simple.

· Temps lié: (tempo ligado) - também como o glissade é um passo de ligação, sendo que a diferença entre eles é que no temps lié temos que transferir o peso do corpo de uma perna para outra. É um exercício usado mais no centro e consistem em uma série de passos e movimentos de braços e pernas baseados na 4ª, 5ª e 2ª posições. É um bom exercício para execução suave, controlada e equilibrada no passar o peso do corpo de uma posição para outra, mantendo sempre a delicadeza e o ritmo do movimento. Este exercício é bastante usado pela escola russa desde as primeiras aulas e é gradativamente que a dificuldade vai aumentando. O movimento é feito en avant e en arrière e pode ser feito com developpé e pirouettes sur lês pointes.

Assemblé: (junto, reunido)-um passo preparatório no qual se começa no demi-plié e escorrega o pé em movimento atirando o no ar, no momento em que o pé é atirado a perna de apoio também sai do chão com um salto e estica-se no ar até a ponta dos dedos dos pés. Ambas as pernas fecham-se no ar em quinta posição para que juntas toquem o solo simultaneamente. Os assemblés podem ser petits ou grands de acordo com a altura do battement e são executados dessus, dessous, devant, derrière, en avant, en arrière, en tournant, porté e battu.

1. devant: assemblé na frente. 5ª posição pé direito à frente. O pé direito escorrega para segunda ou quarta posição no ar e ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição na frente de onde ele saiu.

2. derrière: assemblé atrás. 5ª posição pé direito atrás. O pé direito escorrega para segunda ou quarta posição no ar e ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição atrás de onde ele saiu.

3. en avant: assemblé para frente. 5ª posição pé direito na frente. O pé direito escorrega para quarta posição no ar e deslocam-se para frente e ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição.

4. en arrière: assemblé para trás. 5ª posição pé direito atrás. O pé direito escorrega para quarta posição no ar e deslocam-se para tráse ao ser completado as duas pernas se encontram fechando em 5ª posição.

5. dessus: o mesmo procedimentos que os outros assemblés, sendo que a que sai para o degagé é a de trás e fecha-se na frente.

6.dessous: o mesmo procedimentos que os outros assemblés, sendo que a que sai para o degagé é a da frente e fecha-se atrás

7. en tournant: um passo com giro no ar podendo ser dado uma ou mais voltas, pode ser feito en dehors e en dedans.

8. porté: conduzido, é um passo que é feito no ar indo de um ponto fixado para outro.

9. battu: os assemblés dessous, dessu e en tornant podem ser executados com batidas.

Jeté : ( jogado,atirado)-um salto de uma perna para outra. A perna lançada descreve um movimento brusco, rápido no ar.

Há uma variedade enorme de jetés que podem der feitos em todas as direções:
Ex:

jeté devant: (jogado na frente) - a bailarina começa na 5ª posição, pé direito atrás, demi-plié; desloca o pé direito para a 2ª posição com um battement frappé; salta na perna esquerda, pointe tendues, e desce no pé direito em demi-plié, pé esquerdo sur le cou de pied derrière. Após o salto o pé direito volta ao chão um pouco na gente da posição abandonada pelo pé esquerdo. Não havendo deslocação lateral na execução do exercício.

Pas de bourrée: é feito dessous, dessus, devant, derriére, en avant, en arrière e en tournant en dehors, en dedans em pointe e demi-pointe.

O pas de bourré tem o nome de uma antiga dança folclórica francesa semelhante ao gavotte que por sua vez faz lembrar o minueto. Existe uma quantidade imensa de bourrés, estes não são considerados como passos em si e movimentos que serve para transitar de uma posição para outra.

1. devant: sai com a da frente em degagé fondu à la seconde, soutenu devant, desloca-se lateralmente com a perna de trás fechando 5ª perna a frente

2. derrière: ao contrário do narrado acima.

3. dessous: sai com a perna da frente e termina atrás.

4. dessus: ao contrário do narrado acima.

5. dessous-dessus: perna da frente vai até atrás no soutenu e volta fechando no término na frente.

6. dessus-dessous: ao contrário do narrado acima.

7. en avant: sai com a perna da frente em degagé devant, glissade en avant sur lê demi-pointe ou pointe e desloca-se para frente.

8.en arrière: ao contrário do narrado acima.

9. en dehors: sai de coupé derrière, 5ª. sur lê demi-poite ou pointe no lugar, e pisa 4ª croisé virando para o lado da perna de trás e volta completando o giro fechando 5ª atrás.

10. en dedans: ao contrário do narrado acima.

11. en tournant: igual ao narrado acima só que com a diferença é que a saída com degagé ao invés de coupé.

12. courru: série de pequenos passos corridos, iguais nas pointas ou meias-pontas.

13. pietiné: pequeno, deslocando-se em 5ª posição sur le demi-pointe ou pointe em qualquer direção.

14. com e sem raccourci: recolhendo o joelhos em retires.

Sissone: sissone foi uma denominação dada em homenagem ao inventor do passo um bailarino russo. Existem várias tipos de sissones diferentes, mas a idéia principal em sua execução é a retirada dos dois pés do chão e terminando sobre um pé só. Existe uma média de mais de 20 tipos de sissones.

Developpé: (desenvolvido) - movimento no a perna a ser trabalhada faz faz um retire e desenvolve a perna no ar lentamente com perfeito controle. Os developpés são feitos na barra como exercício para adquirir equilíbrio, e para manter ou sustentar a perna em qualquer ângulo.

Failli: (falho) - movimento rápido feito em um só tempo. 5ª pos. Pé direito para frente. Demi-plié, pula no ar com os pés junto e enquanto está no ar, vira o corpo effacé de modo que o ombro esquerdo vá para frente, a cabeça voltando para o ombro esquerdo. Durante o pulo a perna abre em effacé derrière e em seguida a seguida a descida é feita em demi-plié sobre o pé direito. O pé esquerdo escorrega para frente imediatamente através da 1ª pos. para quarta croisé, terminando em demi-plié.

Fouetté: (chicoteado) denominação para qualquer movimento chicoteado, o movimento pode ser executado curto: o pé levantado passa rapidamente na frente ou atrás do pé de apoio (ver: flic-flac). Porém há uma grande variedade de fouettés: petit fouetté devant, à la seconde ou derrière, à terre, sur lê demi-pointe ou sauté e grand fouetté sauté, relevé ou em tournant.

Pirouettes: rodopiar ou girar rapidamente, é quando o corpo da uma volta sobre um pé em pointe ou demi-pointe, sendo conseguida com a força combinada de um plié com movimento de braços, e nunca pelo corpo ou ombros. Uma pirouette requer um equilíbrio perfeito e cada pirouette depende inteiramente da preparação que precede. O bailarino deve fazer uso de todos os dedos do pé de apoio dando assim melhor estabilidade ao corpo. Durante o giro o corpo está completamente na vertical e puxado para cima. O braço aberto indica a direção e o braço em movimento da um impulso suplementar. A cabeça é a última a sair e a primeira a chegar e é sempre marcada por um ponto fixo mais conhecido como “spoting” que durante uma série de voltas não deve ser perdido pela bailarina (o). As pirouettes são feitas en dedans, en dehors, e ainda podem ser duplas, triplas e etc. Em geral todas as pirouttes en dedans terminam na frente da perna de apoio, enquanto que todas as pirouettes en dehors terminam atrás da perna de apoio. Há uma grande variedade de pirouettes: pirouette en attitude, pirouette en arabesque, pirouette a la seconde, grand pirouette, pirouette renversé e etc...

Déboulés,chainés ou petits tours: rolando como uma bola. Um termo da escola francesa para uma série de meias voltas executadas alternadamente em cada pé, movendo-se para frente numa só direção. Quando rodando para direita a primeira volta é com o pé direito, depois o pé esquerdo da um passo a frente e completa a volta. Os pés são mantidos juntos em 1ª pos. e as voltas devem ser feitas com a maior rapidez possível. Os déboulés podem ser feitos nas pointes ou demi-pointes.

Piqué ou pose: (posada) - é uma subida direto para pointe ou demi-pointe, como um passo comum, porém sem dobrar o joelho da perna sobre a qual vai ser feito o piqué. Os piqués podem ser feitos en avant, en arrière, sur le cou de pied, arabesques e attitudes

Promenade: (passeio) - uma volta lenta dada sobre uma perna com o pé todo apoidado no solo e no caso de ser feito nas pontas a bailarina deve ser ajudada por um bailarino. Deve se tomar como eixo o dedo dos pés, enquanto o calcanhar vai executando a volta completa em torno dele.

Grand jeté en avant: (grande jogada para frente) - considera-se um grande salto que sai com perna esticada, onde a bailarina (o) da um grande salto para frente podendo descer en arabesque ou degagés en l’air ou em pied plat.

O impulso é realizado no pé jogado para frente como um grand battement, sua altura depende da força do impulso e sua extensão da perna que é estendida para cima atrás. No ar a bailarina deve dar a máxima expressividade corporal ao salto, sendo da maior importância o plié da impulsão inicial e o da volta ao chão com um plié controlado e suave.

Grand jeté en tournant ou entrelacé: (grande jogada por cima girando) - durante o pulo ambas as pernas devem passar uma pela outra, através da 1ªpos.com os joelhos esticados e as costas eretas. Fica em pose effacé derrière com o pé direito pointe tendu, da um passo no pé direito em demi-plié em direção a effacé en arrière e empurra do chão jogando a perna esquerda para cima como num grand battement virando o corpo para ficar de frente para o canto esquerdo da parte da frente da sala. Pula para o pé esquerdo dando uma meia volta no ar para a direita e desce em demi-plié em arabesque olhando para o canto esquerdo da sala. Este jeté é geralmente feito com uma batida. Neste caso a perna que é jogada para frente bate atrás da outra perna antes de chegar ao chão.



Dicionário básico de Ballet


A


AIR, EN L’– No ar , todos os movimentos en l’air são executados no ar.


ADÁGIO - Derivado do italiano – lentamente.

a) qualquer dança ou combinação de passos feitos para a música lenta;
b) série de exercícios efetuados durante a aula com o fito de desenvolver a graça, o equilíbrio e o senso de harmonia e beleza das linhas;
c) parte dos pas de deux clássicos dançados pela bailarina e seu partner. Chamado pelos franceses de Adage.


ALLEGRO – alegre, vivo, movimentos executados animadamente. Com vivacidade e alegria. Todos os passos de elevação pertencem a essa categoria:


APLOMB - Aprumo. Dá-se o nome de Aplomb à elegância e ao controle perfeito do corpo e dos pés, conseguido pelo bailarino ao executar o movimento.


ALLONGÉ – Alongado, estendido, esticado


AVANT, EN – Para frente


ARRIÈRE, EN – Para trás


B


BARRA- A barra horizontal de madeira ou ferro, às vezes fixada à parede da classe de balé ou em modelos móveis, onde os (as) bailarinos (as) seguram para obter apoio. Todas as aulas de balé começam com exercícios na barra.


BRAS – Braço


BRAS BAS – Braços em baixo


BALANCÉ- - Balanceado. Passo balançado, exucução de um passo em que o peso do corpo passa de uma pé para o outro, balançado, como no passo de valsa.


BALLET - Balé. Derivado do italiano ballare (bailar). É um conjunto de passos de dança executados em solo ou em grupo. Balé reúne, na sua maioria, várias artes, tais como música, pintura (cenários e figurinos), arte dramática (mímica e interpretação), com a dança na sua forma clássìca ou moderna.


BATTEMENT – Batida. Termo genérico designando certos exercícios e movimentos da perna e do pé, executados sob a forma de batidas. Basicamente, em balé, o termo battement significa a extensão total ou parcial da perna e do pé e seu retorno à posição inicial.


BATTU – Batido, golpeado. Este termo, ainda que relacionado a qualquer passo, mantém-se inalterado, significando apenas que o bailarino bate as pernas durante a sua execução. Por exemplo, um assemblé battu é um assemblé comum, porém com uma batida das pernas no ar.


BATTERIE - Bateria, designação da escola francesa para passos batidos em série, batterie é o coletivo para batimentos sucessivos e de qualquer espécie. As pernas batem uma na outra, as duas juntas e ativas. Não é batida quando uma das pernas está passiva. Segundo a elevação a bateria classifica-se em grande e pequena.


C


CAMBRÉ – arqueado, arquear ou inclinar o corpo a partir da cintura para frente, para trás ou para os lados, a cabeça acompanhado o movimento corporal.


CHANÉS – Cadeias, elos. Neste movimento a bailarina executa uma série de giros rápidos, encadeados, nas pontas ou meias pontas, com transferência de peso de um pé para o outro, meia volta em cada pé, Os joelhos são mantidos rígidos.


CHANGEMENT- trocando , troca de pés


CHASSÉ- Caçado, perseguido


CLOCHE- Como um pêndulo, está designação se refere aos grandes batimentos executados continuamente à frente e atrás na 1ª posição.


CODA - A última e rápida seção do pas de deux, onde os dançarinos devem ter pequenas passagens de solos assim como dançarem juntos numa brilhante conclusão, como o pas de deux de "Pássaro Azul", em "A Bela Adormecida".


CORPO DE BAILE - Grupo de dançarinos de uma companhia de balé, que aparece entre as danças dos solistas.


CONTRETEMPS - Contratempo. Passo composto: coupé dessous, chassé ouvert en avant


COTÉ, DE - Ao lado. Não é um passo; este termo, quando adicionado a qualquer passo ou exercício, significa que este deve ser dado ao lado.


CROISÉ - Cruzado. Designação para uma das direções do ombro. O corpo do bailarino fica colocado em ângulo obliquo em relação à frente do palco ou sala, com o cruzamento das pernas. A perna livre pode ficar cruzada na frente ou atrás.


CROIX, EN - Em cruz. Fazer qualquer exercício en croix significa executá-lo em frente, ao lado, atrás e de novo ao lado.


D


DANSEUR NOBLE - Bailarino nobre. Nome em geral usado para designar a primeira figura masculina de um balé, o herói romântico, como o tenor numa ópera.


DANSEUR, DANSEUSE - Bailarino, bailarina.


DANSE DE CARACTERE - Dança folclórica ou a caráter.


DEBOULÉS - Rolar. Pequenos tours, em geral feitos em séries, em que o bailarino executa pequenas voltas, transferindo o peso do corpo de uma perna para outra. O mesmo que CHAINÉS.


DEDANS, EN - Para dentro. Indica que: (a) o movimento da perna é feito numa direção circular de trás para frente; (b) uma pirueta é executada girando para o lado da perna de sustentação.


DEGAGÈ- Afastado. Posição em que o bailarino se encontra sobre uma perna, com a outra afastada, ponta esticada, em frente, ao lado ou atrás. 0 degagé pode ser à terre, com a ponta tocando o chão, ou en I'air, com a perna levantada a meia ou grande altura.


DEHORS, EN - Para fora. Indica que: (a) o movimento da perna é feito em direção circular da frente para trás; (b) uma pirueta é executada girando-se para o lado da perna que levanta do chão.


DEMI - Meio, metade. Qualquer posição ou passo efetuado de maneira pequena ou pela metade.


DEMI POINTE - Meia ponta, ou seja, sobre a sola dos dedos dos pés.


DERRIÈRE - Atrás. Qualquer passo, exercício ou posição executados atrás, isto é, com a perna fazendo o movimento atrás da outra ou então fechando atrás.


DESSOUS – Por baixo. Qualquer passo executado com a perna de ação passando atrás da perna de apoio.


DESSUS - Por cima. Qualquer passo que quando executado, a perna que comanda a ação passa na frente da perna de apoio


DEUX, PAS DE - Passo de dois (ou passo a dois). Uma dança para duas pessoas. Grand pas de deux, nome dado nos balés clássicos para os pas de deux feitos pela primeira bailarina e pelo primeiro bailarino, destinado a mostrar sua virtuosidade, e em geral consistindo de entrada, adágio, variação para a bailarina, variação para o bailarino, concluindo com uma Coda.


DEVANT - Na frente. Termo relacionado a qualquer passo ou exercício que é executado na frente, isto é, com a perna fazendo o movimento em frente da outra, ou então fechando na frente.



E


ÉPAULEMENT- Ombreamento. Designação para o movimento do dorso da cintura para cima, levando um ombro para a frente e o outro para trás, a cabeça olhando por cima do ombro da frente.


ELEVÉ - Elevação. Elevar subir na meia ponta ou ponta


ENCHAINEMENT - Encadeamento. Qualquer combinação de vários passos numa frase musical


ENTRÉE – Entrada, execução de um número especial com que a bailarina(o) ou grupo de bailarinos dão inicio ao espetáculo, também conhecido por divertissement.



F


FACE, DE – De frente. Uma posição ou passo executado totalmente de frente para o público.


FERMÈE- Fechado indica que os pés devem permanecer em uma posição fechada.


FONDU – Fundido, de fusão. Segundo o mestre St. Leon o fondu é em uma perna o que o plié é para duas. (flexão de uma perna só)


FRAPPÉ -Batido


G


GRAND - Grande, largo. Como, por exemplo, em grand battement.


GENOU- Joelhos


GLISSÉ- Escorregado, deslizado


J


JAMBE – Perna


JETÉ – Jogado, ejetar, lançar



M


MÁITRE-DE-BALLET, MAITRESSE-DU-BALLET - É o responsável, junto ao coreógrafo, por manter e remontar, quando necessário, a obra, respeitando sua autenticidade, qualidade técnica e artística. O maitre-de-ballet também dá aulas à companhia cuidando da unidade de trabalho e estilo que estão sob a sua responsabilidade.


MANÉGE – ao redor , a forma em que o bailarino executa os tours, quando estes são feitos ao redor do palco, como se circundasse um picadeiro imaginário.


MARCHÉ, PAS - Passo marchado ou andado. Um passo comum, feito com o pé esticado, colocando-se primeiro no chão a meia ponta e em seguida o calcanhar.


MILLIEU, AU – No centro


MONTER- Subir, elevar-se nas pontas ou meias pontas


O


OUVERT Aberto, ou ouverte, aberta, posição dos membros: braços, pés, pernas. E Também: direções, exercícios, passos. Segundo a escola francesa o mesmo que effacé.


OPPOSITION, EN - Em oposição. Termo que indica uma posição em que ex: os braços ficam em oposição a perna.


P


PAS – Passo. Designação para uma transferência de peso do corpo de uma perna para outra.


PASSÉ- passado, movimento auxiliar em que o pé da perna em deslocação passa pelo joelho da perna de apoio. É o ato de passar.


PAS DE VALSE- Passo de valsa, pode ser executado de frente ou girando. Os movimentos são feitos com um pronunciado balanço do corpo e dos braços.


PAS DE CHEVAL- Passo de cavalo, assim chamado por que tem semelhança com a marcha das pastas de um cavalo.


PAS DE DEUX- Passo de dois, movimentação coreográfica executado geralmente pela 1ª e 1º bailarino, em conjunto.


PETIT- Pequeno


POINTÉ- Ponta do pé


PLIÉ- Dobrado


PORT DE BRAS- Movimento dos Braços


PORTÉE – Conduzida, passo em que a bailarina é conduzida no ar de um ponto ao outro.


POSE- Postura


POSÉ- Posado, situação em que a bailarina(o) assume uma posição de equilíbrio na ponta ou meia ponta, com o joelho esticado, é um movimento de passagem.



Q


QUATRE, PAS DE - Passo de quatro. Uma dança para quatro pessoas.


QUATRIÉME - Quarta , como em quarta posição



R


REPETITÉUR (ENSAIADOR)
É o assistente do maitre-de-ballet, ensaia as diversas partes da obra, variações, solos, grupos, corpo de balé e é também professor categorizado.


RELEVÉ – Elevar com a ajuda dos joelhos, levantado, erguido.


RETIRÉ – Retirado ou retraído, movimento em que se flexiona a perna para a 2ª posição, o joelho fica flexionado, deslizando a ponta do pé pelo lado da perna de apoio, até atingir a concavidade posterior do joelho.


RÉVÉRANCE- reverência, forma de agradecimento no término de uma aula ou espetáculo.


RONDS DE JAMBE – Movimento circular da perna


S


SAUTÉ – Saltar


SECONDE – Em segunda posição


SOUS-SOUS- È um releve na 5ª posição para frente, pés bem juntos no momento de levantar nas pontas ou meias pontas, dando a impressão de que é um pé só.


SOUTENU – Sustentado


SPOTING- Ponto. Fixação do olhar num ponto para movimentos giratórios.


T


TENDU – Esticado


TERRE (À) – No chão


TOMBÉ – Tombado, designação para o passo em que o corpo da bailarina cai para frente ou para trás em demi-plié na perna de movimento


TOUR - Volta. O mesmo que pirueta. Em geral as grandes piruetas são mais comumente chamadas tours. Exemplo, pirueta en attitude ou tour en attitude. Também as que são feitas em séries, como o tour piqué.


TOURNER- Girar


TOUR EN L'AIR - Volta no ar. Em geral, passo para o bailarino homem. Saindo de 5a posição (ou qualquer outra, em geral 2a ou 5a) no demi-plié, o bailarino dá um salto para cima com as pernas bem juntas ao mesmo tempo em que vira uma ou mais voltas no ar com o corpo.


TOURNANT, EN - Virando. Adicional aos passos que podem ser feitos com uma volta do corpo. Como, por exemplo, o assemblé soutenu, que pode ser simples (sem a volta) ou en tournant.


TROIS, PAS DE - Passo de três pessoas. Variação de dança feita por três bailarinos, em geral duas moças e um rapaz.


V


VALSE, PAS DE - Passo de valsa. O mesmo que balancé.


VOLÉ, DE- Em vôo , para passos em vôo


VARIATION- Variação, dança solo no ballet clássico




Att, Luiza Bandeira