Luiza Bandeira

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Bailarina,coreógrafa,personal training. Criadora do material didático para bailarinos e professores ( Apostilas de Ballet) Premiada em vários Festivais como bailarina e coreógrafa. Luiza Bandeira também atua dando workshops em festivais e como jurada. Formada em pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, Ed. fisica (Faculdade Plinio Leite), Históra de Dança e da artes, terminologia do Ballet entre outros. Atualmente vive em Mar del Plata Argentina expandindo seu trabalho como professora de ballet clássico, contemporâneo,jazz, alongamento y flexibilidade. Na área fitness atua com classes de Gap,combat, spinner,musculação.também praticante de Artes Marcias Capoeira,  jiu-jitsu e muay thai. Luiza Bandeira dedica seu maior tempo ao estudo do corpo e do movimento aperfeiçoando cada dia mais sua tácnica e seu trabalho.

sábado, 26 de setembro de 2009

Coppélia


Coreografia: Arthur Saint-Léon

Música: Léo Delibes

Estréia Mundial: 1870, em Paris.

Na casa do Dr. Coppélius, em uma vila da Cracóvia, aparece uma nova moça, que chama a atenção de Franz, um belo jovem da vila. Mal sabe ele que Coppélia, a moça que não lhe dá atenção, é apenas uma boneca, e Swanilda, sua noiva, já sabe que ele está galanteando a moça-boneca. Durante uma festa da vila, Dr. Coppélius perde a chave de sua casa, que é encontrada por Swanilda. Ela não perde tempo e, junto com suas amigas, entra na casa do misterioso velho, onde encontram muitos bonecos e invenções. Para a surpresa de todos, descobrem que Coppélia é apenas uma boneca, tão perfeita que parece humana. Mas o Dr. Coppélius entra em casa e as garotas se escondem, sendo que Swanilda veste as roupas da boneca, fingindo ser ela. Nesse momento, Franz está do lado de fora da casa, tentando entrar no quarto de Coppélia com uma escada, pela janela. Logo, o velho descobre a presença do rapaz e resolve embriagá-lo com vinho para, através de bruxaria, passar sua alma à boneca, dando vida à sua mais perfeita criação. Swanilda percebe toda a trama, e como está vestida de Coppélia, começa a dançar por toda a casa, fazendo uma enorme bagunça e desesperando o pobre Dr. Coppélius, que pensa ter perdido o controle sobre suas invenções. Quando finalmente consegue despertar Franz, que dormia embriagado, Swanilda mostra a ele toda a verdade, e os dois fogem felizes, dançando. Dr. Coppélius percebe que foi enganado e fica desolado, abraçado pateticamente à sua boneca. Na festa de casamento de Swanilda e Franz, diante de tanta felicidade, o velho é perdoado, e ganha de presente o dote de Swanilda para reconstruir tudo que ela havia destruído com sua bagunça.

Depois da repetição de seres etéreos nas criações românticas, o povo francês de 1870 esperava por algo novo. É assim que nasce Coppélia, ou A moça dos Olhos de Esmalte, um balé cheio de novidades para a época, mas que não perdia o ar do Romantismo. Uma curiosidade é que, seguindo-se as tendências de tornar a dança uma ocupação das mulheres, o Franz da estréia era interpretado por uma mulher, vestida de homem. Outro fato interessante em Coppélia é que as danças que estavam na moda no século XIX foram introduzidas no balé, como as Mazurcas, as Czardas e a valsa. Aliás, a valsa de Coppélia foi muito conhecida e difundida no Brasil, na era do rádio. Conta-se que na década de 1940, a Rádio Nacional tocava a valsa todos os dias, antes da novela das 20h, no horário mais nobre da época!

Fonte:Livro Histórias de Ballet -Luisa Lagôas