Luiza Bandeira

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Bailarina,coreógrafa,personal training. Criadora do material didático para bailarinos e professores ( Apostilas de Ballet) Premiada em vários Festivais como bailarina e coreógrafa. Luiza Bandeira também atua dando workshops em festivais e como jurada. Formada em pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, Ed. fisica (Faculdade Plinio Leite), Históra de Dança e da artes, terminologia do Ballet entre outros. Atualmente vive em Mar del Plata Argentina expandindo seu trabalho como professora de ballet clássico, contemporâneo,jazz, alongamento y flexibilidade. Na área fitness atua com classes de Gap,combat, spinner,musculação. Solista na Cia A Escena com direção de Marta Sol Bendahan, Maestra docente em Cidanza- Congresos de Danzas Internacionales em Cordoba , Villa Carlos Paz - Ar
Reciem aprovada para faculdade de Rey juan Carlos en Madri Espanha ( Instituto de Danza Alicia Alonso.
 Luiza Bandeira dedica seu maior tempo ao estudo do corpo e do movimento aperfeiçoando cada dia mais sua tácnica e seu trabalho.

domingo, 10 de junho de 2012

OS SAPATINHOS VERMELHOS




VERSÃO CRIADA PARA O BALLET




Numa bela tarde de sol, uma mocinha passeava com o namorado numa praça onde se realizava uma feira, quando viu na vitrine de uma loja do outro lado da rua um lindo par de sapatilhas vermelhas. Ela que sempre teve uma vontade enorme de dançar, mas sem ter tido numa oportunidade de aprender, fica encantada com as sapatilhas que estão à venda.
O rapaz, porém, pressentiu alguma coisa estranha que não lhe parecia boa, uma força quase mágica que vinha do tal sapato que exigia a aproximação e atenção do casal. Com tal pressentimento, o jovem tenta fazer com que a namorada se desinteresse das sapatilhas, sem ter, porém um motivo concreto para dissuadi-la da compra, a não ser o alto preço que era pedido.O vendedor da loja, que observava toda a conversa do casal, se aproximava de uma forma um tanto estranha, pois não era amigo ou mesmo conhecido de nenhum dos dois, e oferece de presente à moça o par de sapatilhas vermelhas.Entusiasmada, ela se desfaz dos sapatos velhos, calça os novos e sai dançando lindamente pela feira, em meio às barracas e as pessoas que paravam para admirá-la. Dança com vários rapazes, feliz em perceber a grande dançarina que era. Nenhum dos seus pares conseguia acompanhá-la por muito tempo e ela dançava sem parar, fascinada pelo brilho dos seus sapatos vermelhos. Não tinha percebido que seu namorado há muito havia se perdido dela na confusão da feira e que o vendedor de sapatos, ao contrário, estava sempre por perto, em todos os lugares onde ela exibia a sua dança.Horas depois, exausta, a moça volta ao centro da praça, querendo sentar, descansar um pouco, mas as sapatilhas obrigavam-na a dançar mais e mais como se mandassem no seu corpo. Quando já não agüentava mais, reconheceu na pessoa que sempre estivera ao seu lado, o vendedor que lhe havia dado o presente e sentiu como se ele a acusasse de ser uma ambiciosa, dona de um desejo incontrolável de se tornar bailarina a qualquer preço. Sentia como se ele a culpasse por alguma coisa muito séria que ela mal podia entender, e que a estava castigando, ou melhor, ela mesma estava se castigando por não ter controlado a tentação de ter os sapatos e ser notada por sua dança.Confundindo aquela fantasia, aquele pensamento, com a vida real, a moça desesperada tenta voltar para casa. No meio do caminho encontra um velho que a conduz para uma igreja onde ela descansa e pensa sobre a vida, e se vale a pena trocar sua tranqüilidade por um desejo tão facilmente realizado através da magia, longe da realidade.Ainda confusa entre a verdade e a fantasia, a moça desmaia de cansaço e morre em seguida.Nesse mesmo instante, aquele estranho vendedor recoloca na vitrine o mesmo par de sapatilhas vermelhas à espera de uma próxima vítima.


O BALLET CÔMICO DA RAINHA







O Ballet cômico da Rainha foi um grande espetáculo da corte francesa, considerado ponto de partida como arte de contar uma história através da dança. A apresentação foi encomendada pela rainha Catarina de Medicis, mãe de Henrique III, para festa de casamento, ao músico Beaujoyeux, conhecido como grande organizador da festas com música, dança e teatro.
A festa se realizou em 15 de outubro do ano de 1581 na Salle du Petit Bourbon e teve uma representação dramática, musical e cenográfica em um prólogo, dois atos e grande final, com a presença dos intérpretes  Mlle. de Saint Mesme ( Circe); TM. de la Roche ( Nobre); M.de Beaulieu ( Clauco); Mlle.Beaulieu ( Tetis); Mlles. de Vitri, de Sugeres, de Lavernay, d' Estavay ( Ninfas); M de Jutigny (Pan); M. du Pont ( Mercúrio); a Rainha da França (participação especial) a Princesa de Lorena ( Participação especial); os membros da corte de Henrique II (Participação especial); Coreografia de Balthazar Beaulieu, Salmon e Beaujoyeux. Cenário e figurinos de Jacques Patin.
No libreto deste ballet criado em 1582, Beaujoyeux escreveu sobre a sua criação falando da originalidade e forma de espetáculo em que a dança tem um tratamento especial em relação à música, poesia, canto, artes presentes na apresentação, porém a serviço da dança.


A história se passa no jardim do palácio da deusa Circe e conta que um nobre prisioneiro dessa deusa foge do seu cárcere e chega aos domínios do rei para pedir que o ajude a conseguir sua liberdade. Tentando cativar a simpatia e a proteção real, o homem conta a sua história fazendo uma cena exagerada e engraçada com gestos enormes e palavras rimadas como se declamasse uma poesia. O Rei fica interessado e encantado com o feito do nobre, começa a imaginar toda aquela fantasia que ele declamava a respeito do reino da deusa e do seu aprisionamento. Imaginava tudo como se fosse uma realidade. Em seu favor, chegam também até o Rei três sereias e um tritão - deus do mar, meio homem, meio peixe -, que entram cantando e dançando, e não só confirmam as notícias do nobre, mas também prometem a presença de mais moradores do reino de Circe que logo estarão ali para contar suas vidas fantasiosas. Surge então uma grande fonte puxada por três cavalos marinhos, cheia de náiades - deusas das fontes e dos rios - que se dirigem ao Rei e dão seu depoimento cantando uma linda canção, acompanhada por doze pares de ninfas e pajens dançarinos. No momento em que todos estão pedindo ao Rei a liberdade do prisioneiro, surge a deusa Circe, que ao perceber que alguma coisa contra ela está sendo tramada, imobiliza a todos com sua varinha mágica. Até o deus Mercúrio que estava entrando pessoalmente, para combater a poderosa Circe, é vítima da sua força e também fica paralisado. Sob o poder da magia da deusa, todas essas pessoas encantadas vão se transformando em animais e seguem com ela para viver no interior de um bosque, onde é a soberana. Novamente sozinho, o Rei, vendo o salão sozinho, entristece e quase se perde, mas a chegada de um grupo de dríades-ninfas dos bosques - que cantam e dançam acompanhadas por três cômicos flautistas - o alegra novamente. No meio das danças, as ninfas descobrem a caverna do deus Pan a quem vão pedir para livrar o bosque do do encantamento de Circe e libertar seus amigos. Ouvindo o apelo das ninfas a Pan, a deusa Minerva se une a eles e canta para o Rei toda a sua sabedoria. No seu canto, chama o deus Júpiter para que os acompanhe também, na tentativa de salvar o bosque do poder de Circe e os apóie com sua força de divindade.Todo o grupo, liderado por Pan e seus oito pajens, se dirige para o castelo de Circe, disposto a acabar com o encantamento feito por ela. Sabendo da caravana que se aproximava dos seus domínios e ouvindo gritos estranhos dos animais encantados, a deusa corre para o bosque a fim de combater os intrusos mas é impedida de chegar até lá por um raio de Júpiter.Vencedores, deusas, deuses, cômicos e ninfas voltam ao castelo do Rei para uma grande homenagem ao soberano e para entregar a ele a deusa Circe como prisioneira. As dríades entram dançando uma linda melodia cantada por Júpiter e as náiades se dirigem ao centro do salão, iniciando um grande baile para o qual todos, imortais, deuses e reis, humanos e não-humanos, são convidados a participar e a se divertir.

AULA DE CHÃO P/ INICIANTES


AULA DE CHÃO
Para iniciantes 
            
OBS: Sempre que possível dar aula de chão de preferência como nas aulas de ponta ter um horário só para aula de chão. Se não for possível tente encaixá-la nas outras aulas.



CHÃO

1. SENTADAS
Pernas esticadas, 1/2 ponta, flex, 1/2 ponta, estica (8x) pés paralelos.

2. SENTADAS
Pernas esticadas, flex, ponta (8x) pés paralelos.

3. SENTADAS
Pernas esticadas, toda sequência da 1 e 2 começando en dehors e depois en dedans.

4. DEITADAS (COSTAS NO CHÃO)
Flex., ponta (8x)

5. DEITADAS
flex, ponta en dehors e en dedans

6. DEITADAS
Flex. abre ponta fecha (8x)
Levanta a perna flex estica e desce (8x)

7. DEITADAS (BARRIGA NO CHÃO)
Pernas esticadas, relaxa tudo e estica pernas, joelhos e glúteos e pontas. (8x)

8. DEITADAS
Braços esticados
Levanta só a perna direita
Levanta só a perna esquerda
Levanta só o braço direito
Levanta só o braço esquerdo
Perna direita c/ braço esquerdo
Perna esquerda c/ braço direito
Perna direita c/ braço direito
Perna esquerda c/ braço esquerdo

Os 4 juntos sem tirar a testa do chão (4x a sequência)


9. DEITADAS
Joelhos dobrados pés nos glúteos esticam as costas e alonga os joelhos p/ trás - fica 4 ts (4x)

10. DEITADAS ( TESTA NO CHÃO)
Braços na linha do peito,estica cotovelos. Sobe as costas pernas esticadas. Sem abrir os pés.

11. DEITADAS
Alternando a mão dir. esq. dir. esq.
Segura a coxa direita por dentro
Segura coxa esquerda por dentro
Fica 4 ts e deita

12. SENTADAS
Segura os dois pés c/ joelhos dobrados,anda, anda e ficam segurando c/ as costas retas (4x) e faz 4x c/ a testa grudada na canela. Estica e volta

13. SENTADAS
Pernas esticadas, b: 3ª pos.
Deita em cima dos joelhos, segura e volta.

14. SENTADAS
Posição de borboleta c/ as mãos apoiadas nos joelhos (relaxa e estica as pontas, subindo os calcanhares e soltando-os)

15. BORBOLETA
16 ts, cabeça: virando até o ombro.
Dir. esq. dir. esq.
Dir. esq.dir.esq.

16. BALANÇO
Balanço e virando de costas (barquinho)

17. MERGULHO
4x indo
4x voltando
Queixo, umbigo, calcanhar alonga e volta.
Nariz alonga encolhe e chega

18. PORT DE BRAS
(borboleta)
1ª pos- 2ª pos sobe braços p/ 3ª pos, alonga na frente e volta alongando braço dir. no tornozelo, braço esq. no tornozelo.

19. RETIRÉ
Deitadas pernas esticadas, puxa retiré en dedans, c/ a ponta pelo lado da perna,
vira en dehors, vira en dedans e estica
4x de e esq.

20. RETIRÉ
As duas pernas juntas c/ o mesmo procedimento do exercício anterior.

21. SENTADAS
2ª pos grand. mãos entre as pernas, flex e ponta, 4x relaxa e estica os joelhos 4x

22. SENTADAS
Pernas esticadas, souplesse en avant, nariz colado nas pernas, vira en dehors fica 4 ts, vira en dedans fica 4 ts e sobe. (4x na sequência)

23. DEITADAS
Jogam as pernas p/ o alto volta em 2ª pos, passa e fecha.

24. ABDOMINAL
Elava e desce as pernas juntas e esticadas s/ tocar o chão (8x)
(cuidar p/ não forçar a coluna a elevação das pernas parte da força abdominal, manter costas coladas no chão)
25. PONTE
Ponte de pernas dobradas
Ponte de pernas esticadas

26. GRAND BATTEMENT
Deitadas barriga p/ cima
4 c/ a direita
4 c/ a esquerda
(repete à sequência c/ a barriga no chão)
  
27. DEITADAS
Barriga p/ cima, eleva as pernas devant, abre 2ª pos e fecha por fora.
Repete toda a sequência 4x
4x inverso, abre 2ª pos., fecha devant e desce lentamente de frente e de costas

28. DEITADAS
Développé devant e à la seconde 4x cada de costas e de frente
  
29. GATO
Posição do gato
Joelhos juntos cabeça linha das costas, leva o joelho no nariz passa p/ attitude en dedans estica arabesque e recolhe (4x cada lado)

29. DE PÉ
16 sautes pés paralelos e en dehors
Polichinelo em 1ª pos p/ 2ª pos. (4x)

 29. RELAXAMENTO