Luiza Bandeira

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Bailarina,coreógrafa,personal training. Criadora do material didático para bailarinos e professores ( Apostilas de Ballet) Premiada em vários Festivais como bailarina e coreógrafa. Luiza Bandeira também atua dando workshops em festivais e como jurada. Formada em pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, Ed. fisica (Faculdade Plinio Leite), Históra de Dança e da artes, terminologia do Ballet entre outros. Atualmente vive em Mar del Plata Argentina expandindo seu trabalho como professora de ballet clássico, contemporâneo,jazz, alongamento y flexibilidade. Na área fitness atua com classes de Gap,combat, spinner,musculação. Solista na Cia A Escena com direção de Marta Sol Bendahan, Maestra docente em Cidanza- Congresos de Danzas Internacionales em Cordoba , Villa Carlos Paz - Ar
Reciem aprovada para faculdade de Rey juan Carlos en Madri Espanha ( Instituto de Danza Alicia Alonso.
 Luiza Bandeira dedica seu maior tempo ao estudo do corpo e do movimento aperfeiçoando cada dia mais sua tácnica e seu trabalho.

domingo, 10 de junho de 2012

O BALLET CÔMICO DA RAINHA







O Ballet cômico da Rainha foi um grande espetáculo da corte francesa, considerado ponto de partida como arte de contar uma história através da dança. A apresentação foi encomendada pela rainha Catarina de Medicis, mãe de Henrique III, para festa de casamento, ao músico Beaujoyeux, conhecido como grande organizador da festas com música, dança e teatro.
A festa se realizou em 15 de outubro do ano de 1581 na Salle du Petit Bourbon e teve uma representação dramática, musical e cenográfica em um prólogo, dois atos e grande final, com a presença dos intérpretes  Mlle. de Saint Mesme ( Circe); TM. de la Roche ( Nobre); M.de Beaulieu ( Clauco); Mlle.Beaulieu ( Tetis); Mlles. de Vitri, de Sugeres, de Lavernay, d' Estavay ( Ninfas); M de Jutigny (Pan); M. du Pont ( Mercúrio); a Rainha da França (participação especial) a Princesa de Lorena ( Participação especial); os membros da corte de Henrique II (Participação especial); Coreografia de Balthazar Beaulieu, Salmon e Beaujoyeux. Cenário e figurinos de Jacques Patin.
No libreto deste ballet criado em 1582, Beaujoyeux escreveu sobre a sua criação falando da originalidade e forma de espetáculo em que a dança tem um tratamento especial em relação à música, poesia, canto, artes presentes na apresentação, porém a serviço da dança.


A história se passa no jardim do palácio da deusa Circe e conta que um nobre prisioneiro dessa deusa foge do seu cárcere e chega aos domínios do rei para pedir que o ajude a conseguir sua liberdade. Tentando cativar a simpatia e a proteção real, o homem conta a sua história fazendo uma cena exagerada e engraçada com gestos enormes e palavras rimadas como se declamasse uma poesia. O Rei fica interessado e encantado com o feito do nobre, começa a imaginar toda aquela fantasia que ele declamava a respeito do reino da deusa e do seu aprisionamento. Imaginava tudo como se fosse uma realidade. Em seu favor, chegam também até o Rei três sereias e um tritão - deus do mar, meio homem, meio peixe -, que entram cantando e dançando, e não só confirmam as notícias do nobre, mas também prometem a presença de mais moradores do reino de Circe que logo estarão ali para contar suas vidas fantasiosas. Surge então uma grande fonte puxada por três cavalos marinhos, cheia de náiades - deusas das fontes e dos rios - que se dirigem ao Rei e dão seu depoimento cantando uma linda canção, acompanhada por doze pares de ninfas e pajens dançarinos. No momento em que todos estão pedindo ao Rei a liberdade do prisioneiro, surge a deusa Circe, que ao perceber que alguma coisa contra ela está sendo tramada, imobiliza a todos com sua varinha mágica. Até o deus Mercúrio que estava entrando pessoalmente, para combater a poderosa Circe, é vítima da sua força e também fica paralisado. Sob o poder da magia da deusa, todas essas pessoas encantadas vão se transformando em animais e seguem com ela para viver no interior de um bosque, onde é a soberana. Novamente sozinho, o Rei, vendo o salão sozinho, entristece e quase se perde, mas a chegada de um grupo de dríades-ninfas dos bosques - que cantam e dançam acompanhadas por três cômicos flautistas - o alegra novamente. No meio das danças, as ninfas descobrem a caverna do deus Pan a quem vão pedir para livrar o bosque do do encantamento de Circe e libertar seus amigos. Ouvindo o apelo das ninfas a Pan, a deusa Minerva se une a eles e canta para o Rei toda a sua sabedoria. No seu canto, chama o deus Júpiter para que os acompanhe também, na tentativa de salvar o bosque do poder de Circe e os apóie com sua força de divindade.Todo o grupo, liderado por Pan e seus oito pajens, se dirige para o castelo de Circe, disposto a acabar com o encantamento feito por ela. Sabendo da caravana que se aproximava dos seus domínios e ouvindo gritos estranhos dos animais encantados, a deusa corre para o bosque a fim de combater os intrusos mas é impedida de chegar até lá por um raio de Júpiter.Vencedores, deusas, deuses, cômicos e ninfas voltam ao castelo do Rei para uma grande homenagem ao soberano e para entregar a ele a deusa Circe como prisioneira. As dríades entram dançando uma linda melodia cantada por Júpiter e as náiades se dirigem ao centro do salão, iniciando um grande baile para o qual todos, imortais, deuses e reis, humanos e não-humanos, são convidados a participar e a se divertir.