VERSÃO CRIADA PARA O BALLET
domingo, 10 de junho de 2012
OS SAPATINHOS VERMELHOS
VERSÃO CRIADA PARA O BALLET
Numa bela tarde de sol, uma mocinha passeava com o namorado numa praça onde se realizava uma feira, quando viu na vitrine de uma loja do outro lado da rua um lindo par de sapatilhas vermelhas. Ela que sempre teve uma vontade enorme de dançar, mas sem ter tido numa oportunidade de aprender, fica encantada com as sapatilhas que estão à venda.
O BALLET CÔMICO DA RAINHA
O Ballet cômico da Rainha foi um grande espetáculo da corte francesa, considerado ponto de partida como arte de contar uma história através da dança. A apresentação foi encomendada pela rainha Catarina de Medicis, mãe de Henrique III, para festa de casamento, ao músico Beaujoyeux, conhecido como grande organizador da festas com música, dança e teatro.
A festa se realizou em 15 de outubro do ano de 1581 na Salle du Petit Bourbon e teve uma representação dramática, musical e cenográfica em um prólogo, dois atos e grande final, com a presença dos intérpretes Mlle. de Saint Mesme ( Circe); TM. de la Roche ( Nobre); M.de Beaulieu ( Clauco); Mlle.Beaulieu ( Tetis); Mlles. de Vitri, de Sugeres, de Lavernay, d' Estavay ( Ninfas); M de Jutigny (Pan); M. du Pont ( Mercúrio); a Rainha da França (participação especial) a Princesa de Lorena ( Participação especial); os membros da corte de Henrique II (Participação especial); Coreografia de Balthazar Beaulieu, Salmon e Beaujoyeux. Cenário e figurinos de Jacques Patin.
No libreto deste ballet criado em 1582, Beaujoyeux escreveu sobre a sua criação falando da originalidade e forma de espetáculo em que a dança tem um tratamento especial em relação à música, poesia, canto, artes presentes na apresentação, porém a serviço da dança.
A história se passa no jardim do palácio da deusa Circe e conta que um nobre prisioneiro dessa deusa foge do seu cárcere e chega aos domínios do rei para pedir que o ajude a conseguir sua liberdade. Tentando cativar a simpatia e a proteção real, o homem conta a sua história fazendo uma cena exagerada e engraçada com gestos enormes e palavras rimadas como se declamasse uma poesia. O Rei fica interessado e encantado com o feito do nobre, começa a imaginar toda aquela fantasia que ele declamava a respeito do reino da deusa e do seu aprisionamento. Imaginava tudo como se fosse uma realidade. Em seu favor, chegam também até o Rei três sereias e um tritão - deus do mar, meio homem, meio peixe -, que entram cantando e dançando, e não só confirmam as notícias do nobre, mas também prometem a presença de mais moradores do reino de Circe que logo estarão ali para contar suas vidas fantasiosas. Surge então uma grande fonte puxada por três cavalos marinhos, cheia de náiades - deusas das fontes e dos rios - que se dirigem ao Rei e dão seu depoimento cantando uma linda canção, acompanhada por doze pares de ninfas e pajens dançarinos. No momento em que todos estão pedindo ao Rei a liberdade do prisioneiro, surge a deusa Circe, que ao perceber que alguma coisa contra ela está sendo tramada, imobiliza a todos com sua varinha mágica. Até o deus Mercúrio que estava entrando pessoalmente, para combater a poderosa Circe, é vítima da sua força e também fica paralisado. Sob o poder da magia da deusa, todas essas pessoas encantadas vão se transformando em animais e seguem com ela para viver no interior de um bosque, onde é a soberana. Novamente sozinho, o Rei, vendo o salão sozinho, entristece e quase se perde, mas a chegada de um grupo de dríades-ninfas dos bosques - que cantam e dançam acompanhadas por três cômicos flautistas - o alegra novamente. No meio das danças, as ninfas descobrem a caverna do deus Pan a quem vão pedir para livrar o bosque do do encantamento de Circe e libertar seus amigos. Ouvindo o apelo das ninfas a Pan, a deusa Minerva se une a eles e canta para o Rei toda a sua sabedoria. No seu canto, chama o deus Júpiter para que os acompanhe também, na tentativa de salvar o bosque do poder de Circe e os apóie com sua força de divindade.Todo o grupo, liderado por Pan e seus oito pajens, se dirige para o castelo de Circe, disposto a acabar com o encantamento feito por ela. Sabendo da caravana que se aproximava dos seus domínios e ouvindo gritos estranhos dos animais encantados, a deusa corre para o bosque a fim de combater os intrusos mas é impedida de chegar até lá por um raio de Júpiter.Vencedores, deusas, deuses, cômicos e ninfas voltam ao castelo do Rei para uma grande homenagem ao soberano e para entregar a ele a deusa Circe como prisioneira. As dríades entram dançando uma linda melodia cantada por Júpiter e as náiades se dirigem ao centro do salão, iniciando um grande baile para o qual todos, imortais, deuses e reis, humanos e não-humanos, são convidados a participar e a se divertir.
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